A Hyundai Motor Group está a preparar uma nova geração de veículos EREV, uma tecnologia que combina condução elétrica com um motor a gasolina utilizado como gerador. O objetivo é oferecer uma experiência próxima da de um elétrico, mas com maior liberdade em viagens longas.
O primeiro modelo deverá ser o Hyundai Santa Fe EREV, previsto para a América do Norte na primeira metade de 2027. A Genesis também prepara modelos com a mesma arquitetura, incluindo o GV80.
Santa Fe EREV terá tração elétrica
Num EREV, são os motores elétricos que asseguram a tração. O motor de combustão funciona como gerador de eletricidade e, nesta arquitetura, não tem ligação mecânica direta às rodas.
Na prática, o condutor terá uma condução semelhante à de um automóvel elétrico. Quando necessário, o motor a gasolina produz energia para alimentar o sistema.

Os dados ainda são preliminares, mas a Hyundai aponta para uma autonomia total superior a 965 km com a bateria carregada e o depósito cheio.
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A marca pretende utilizar uma bateria com cerca de metade da capacidade que seria necessária num Santa Fe totalmente elétrico com autonomia semelhante. Uma bateria mais pequena poderá ajudar a reduzir o peso do veículo.
Genesis quer ultrapassar os 1000 km
A Genesis também está a desenvolver modelos EREV. O GV80, que deverá receber primeiro uma motorização híbrida convencional, terá posteriormente uma versão com esta arquitetura.

Neste caso, a marca aponta para mais de 1030 km de autonomia total. Está também a desenvolver uma bateria de elevada eficiência, embora as especificações finais ainda não tenham sido divulgadas.
A configuração poderá utilizar dois motores elétricos, permitindo oferecer tração integral e uma resposta semelhante à de um veículo elétrico.
Porque é que a Hyundai aposta no EREV
A tecnologia procura resolver uma das limitações que ainda afetam alguns utilizadores de elétricos: as viagens longas.

A rede de carregamento tem crescido, mas fora dos grandes centros urbanos a disponibilidade pode ser mais limitada. Com um EREV, o condutor não fica totalmente dependente dos carregadores, já que o motor a gasolina pode produzir eletricidade durante a viagem.
A Hyundai pretende ainda expandir esta tecnologia para outros segmentos, incluindo crossovers compactos e modelos da família Ioniq destinados ao mercado chinês.
Uma alternativa aos grandes elétricos
Para um SUV pesado, instalar uma bateria muito grande aumenta o peso e os custos. Um EREV procura um compromisso diferente: uma bateria mais pequena para a utilização elétrica e um gerador a gasolina para aumentar significativamente a autonomia total.

A solução não elimina o motor de combustão, pelo que continua a existir consumo de combustível e manutenção associada. Ainda assim, pode ser interessante para quem quer condução elétrica no dia a dia, mas faz regularmente viagens longas.
A minha opinião
Na minha opinião, a estratégia da Hyundai e da Genesis faz sentido, sobretudo nos SUV de maiores dimensões. Eu prefiro esta abordagem a colocar uma bateria enorme num veículo pesado apenas para conseguir uma autonomia muito elevada.
Vejo também uma vantagem prática importante: o condutor pode utilizar o automóvel como um elétrico no quotidiano sem ficar tão limitado pela infraestrutura de carregamento numa viagem longa.
Ainda assim, eu não avaliaria um EREV apenas pela promessa de ultrapassar os 1000 km. O consumo de combustível, o preço, o peso e a eficiência real serão muito mais importantes para perceber se esta tecnologia é realmente competitiva.
Conclusão
Os EREV representam uma solução intermédia entre o híbrido convencional e o elétrico puro. A Hyundai e a Genesis querem combinar a condução elétrica com a autonomia proporcionada pelo combustível, utilizando baterias menores do que as necessárias num elétrico equivalente.
Se os objetivos anunciados se confirmarem nos modelos de produção, esta tecnologia poderá tornar-se particularmente interessante para grandes SUV e para condutores que fazem frequentemente viagens de longa distância.
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