Comprar um smartphone novo nem sempre significa ter de substituir o antigo quando a bateria começa a perder capacidade ou quando uma peça avaria. O HMD Fusion segue uma ideia diferente: permitir que o utilizador repare o equipamento e acrescente novas funções através de módulos.
A proposta é simples, mas continua pouco comum no mercado. Em vez de apostar apenas em especificações, a HMD tenta tornar o smartphone mais duradouro, personalizável e fácil de manter.
Ecrã e hardware para o dia a dia
O HMD Fusion tem um ecrã IPS LCD de 6,56 polegadas, com resolução HD+, taxa de atualização de 90 Hz e brilho máximo de 600 nits. Não é um painel pensado para competir com os melhores smartphones premium, mas é suficiente para redes sociais, vídeos, navegação e utilização diária.
O processador Snapdragon 4 Gen 2 é acompanhado por 6 ou 8 GB de RAM, enquanto o armazenamento pode chegar aos 256 GB. Também existe uma ranhura para cartões microSD, permitindo aumentar o espaço até 1 TB.

Na fotografia, encontramos uma câmara principal de 108 MP com Smart EIS e uma câmara frontal de 50 MP. A bateria de 5000 mAh suporta carregamento de 33 W.
A grande diferença está nos módulos
É aqui que o HMD Fusion começa realmente a destacar-se. Na traseira existe uma ligação magnética de seis pinos que permite adicionar acessórios.
O Flashy Outfit acrescenta um anel de luz para selfies e vídeos. O Rugged Outfit oferece proteção adicional e inclui uma função dedicada a comunicações de emergência. Já o Gaming Outfit transforma o smartphone numa pequena consola portátil, com joysticks e gatilhos físicos.

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A HMD também disponibilizou ferramentas para programadores criarem os seus próprios acessórios. Para quem tem uma impressora 3D, isso abre possibilidades interessantes de personalização.
Fácil de reparar
Outro ponto forte é a reparabilidade. Em parceria com a iFixit, a HMD desenvolveu o Fusion para facilitar a substituição de componentes como o ecrã, a bateria e a porta de carregamento.
Isto pode prolongar bastante a vida útil do equipamento e reduzir a necessidade de comprar um novo smartphone apenas porque uma peça deixou de funcionar.

Preço em Portugal
Na altura do lançamento, o HMD Fusion custava cerca de 249 € na configuração de 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. A versão com 8 GB de RAM e 256 GB rondava os 279 €.
A minha opinião
Na minha opinião, o HMD Fusion é interessante precisamente porque não tenta ser apenas mais um smartphone barato. A ideia de poder substituir a bateria, reparar componentes e acrescentar funções através de módulos faz muito sentido.
É verdade que o ecrã e o processador não impressionam quando comparados com modelos mais caros. Mas por cerca de 250 €, a proposta torna-se bastante mais interessante para quem valoriza durabilidade e liberdade de utilização.
Para mim, o maior potencial está na possibilidade de criar acessórios próprios. É uma abordagem que gostava de ver em mais smartphones.
Conclusão
O HMD Fusion mostra que um smartphone acessível pode ser pensado de uma forma diferente. Em vez de obrigar o utilizador a trocar de equipamento ao primeiro problema, oferece reparabilidade e possibilidade de personalização.
Não é o telemóvel mais potente da sua categoria, mas destaca-se onde muitos concorrentes não conseguem: dá ao utilizador mais controlo sobre o equipamento e pode permanecer útil durante mais tempo.
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