A Honda, conhecida há décadas pelos seus motores de combustão, está a reforçar a aposta na mobilidade elétrica com a WN7. Trata-se da primeira moto elétrica de grande porte da marca destinada ao mercado europeu, com uma configuração pensada para uma utilização mais próxima da de uma moto convencional do que de uma scooter urbana.
A WN7 foi desenvolvida para combinar condução elétrica, carregamento rápido e uma posição de condução estável.
Carregamento com tecnologia usada nos carros elétricos
Um dos principais destaques está no sistema de carregamento. A bateria integrada suporta AC através de Type 2 e carregamento rápido DC através de CCS2, o mesmo tipo de ligação utilizado por muitos automóveis elétricos.
Esta solução permite recorrer à infraestrutura pública de carregamento durante viagens mais longas. A bateria está instalada numa posição baixa e central no chassis, contribuindo para manter o centro de gravidade baixo.
Quatro modos de condução
A Honda não procurou centrar a WN7 em números extremos de aceleração. A marca destaca antes uma entrega de potência linear e previsível.
Estão disponíveis quatro modos de condução: Standard, Sport, Rain e Econ. Cada um altera a resposta do acelerador e o nível de travagem regenerativa.

A ausência das vibrações e do ruído associados a um motor de combustão cria também uma experiência de condução diferente, com maior destaque para os sons do ambiente e da própria estrada.
Preparada para diferentes categorias de carta
A WN7 foi concebida principalmente para a categoria A2, mas a Honda prevê também uma versão com menor potência destinada a motociclistas com carta A1.
Esta estratégia permite à marca posicionar a nova moto elétrica junto de diferentes grupos de utilizadores, sem limitar a gama a uma única categoria.

Uma aposta que começou há mais de 30 anos
A entrada da Honda no segmento das grandes motos elétricas faz parte de uma estratégia mais ampla de eletrificação. A empresa estabeleceu como objetivo alcançar a neutralidade carbónica até 2050, mantendo em paralelo diferentes tecnologias, incluindo motores de combustão, híbridos, híbridos plug-in e sistemas elétricos.
A experiência da Honda com veículos elétricos de duas rodas também não é recente. Em 1994, a marca lançou o CUV ES, uma scooter elétrica equipada com baterias de níquel-cádmio e autonomia anunciada de cerca de 61 km.
A WN7 representa, assim, uma nova etapa nessa evolução, desta vez com uma moto de maior dimensão e com acesso a carregamento rápido através da infraestrutura utilizada pelos automóveis elétricos.
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